domingo, 21 de junho de 2009
Sugestão de Filme: The Wrestler (O Lutador)
Me indicaram o filme, assisti e fiquei impressionado! Merece todas indicações e prêmios que vem recebendo. Inclusive o Rottentomatoes.com (site de crítica americano) atribuiu nota 9,8! Sensacional!
A trilha sonora é barbara contando com ícones como: Bruce Springsteen, Guns N' Roses, Scorpions, Accept, Quiet Riot, Ratt.. entre outros!
Vale a pena conferir! Segue a sinopse e trailer:
Randy `The Ram´ Robinson (Mickey Rourke) é um bem-sucedido pugilista nos anos 80 que é impedido de lutar depois de sofrer um ataque cardíaco. Assim, ele consegue um emprego em um supermecado, passa a flertar com uma stripper e tenta se tornar amigo de sua filha, com quem manteve-se afastado, mas não consegue resistir a vontade de retornar à antiga carreira, mesmo sabendo que isso oferece riscos a sua saúde. "The Wrestler", dirigido pelo americano Darren Aronofsky, levou o Leão de Ouro de melhor filme na 65ª Mostra de Cinema de Veneza. "Eu não era realmente um fã de luta-livre, não tinha muito respeito pela coisa, porque é entretenimento. Até que Darren [Aronofsky] me arrumou um professor e aprendi a respeitar. É como entre atores ou políticos. Há muita gente boa desconhecida", disse Rourke. O ator, na vida real, foi boxeador profissional entre 1991 e 1995, o que o obrigou a passar por várias cirurgias plásticas. A imprensa iraniana acusou o filme de mostrar a ignorância e a opinião pré-concebida do Ocidente em respeito ao Irã. A cena em questão é a que o protagonista luta contra um personagem chamado The Ayatollah, que se veste com uma indumentária típica do Oriente Médio e balança uma bandeira iraniana antes de atacar Robinson com o mastro.
terça-feira, 16 de junho de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Personalidades
Metade
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que a mulher que eu amo seja sempre amada, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço.
Que essa tensão que me corroe por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A vida é curta, aproveite cada minuto como se fosse o ultimo?
É muito fácil tomar decisões sem pensar nas consequências, como se fossem as ultimas da vida, porque não existe outro dia, mas a realidade é que possivelmente teremos que conviver com nossas escolhas (certas ou erradas) pelos próximos quarenta anos, a possibilidade de morrer amanha é ínfima perto da chance de viver muitos anos colhendo o fruto das nossas escolhas.
As pessoas são engraçadas, a moda agora é viver "intensamente" sem pensar no amanha, sendo que amanha os mesmos estarão reclamando, praguejando contra o destino que a vida foi ingrata, não tiveram as oportunidades, deram azar. Amigos, não existe sorte nem azar, a equação de nossos acertos e erros é igual ao nosso sucesso e satisfação, portanto pense bem antes de cada escolha, de cada pequena decisão, de cada mínima opção! Por menos importante que pareça certamente vai influenciar o resultado final da equação, basta pensar matematicamente. Como diria Henry Kissinger "O sucesso resulta de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco melhor. O insucesso, de cem pequenas coisas feitas de forma um pouco pior." ou ainda "Sorte é quando o preparo e a oportunidade se encontram." .
Desculpem possiveis erros de portugues, mas quando bebo vinho viro um pensador!
terça-feira, 28 de abril de 2009
GloboColonização
Globocolonização:
A moda agora é globalização. Ótimo que o planeta tenha se transformado numa aldeia. O que me preocupa é que, certa ocasião, entrei numa loja de discos no interior da China e me deparei com posteres do Michael Jackson, mas nunca encontrei, no interior dos Estados Unidos, um poster de cantor chinês! Esta globalização é a imposição de um modelo culturalizado, com um único paradigma de comportamento. É a globocolonização!
Já estive no Oriente e mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Numa segunda feira de manhã, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera estava cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café-da-manhã em casa, mas como no aeroporto a companhia aérea oferece outro café, todos comiam vorazmente. Isso me faz pensar: "Qual dos dois modelos?"
Então lembrei de Danielle, minha vizinha de dez anos. Um dia encontrei-a no elevador, às dez da manhã, e perguntei: "Não foi a aula?" Ela respondeu "Não, Betto, tenho aula à tarde." Eu comemorei: "Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde" "Não", retrucou ela, "tenho tanta coisa de manhã.." "Que tanta coisa?", perguntei. Ela disse: "Tenho aula de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: "Que pena, a Danielle não disse: 'tenho aula de meditação!', mas disse: "eu só tenho duas horas para brincar'!".
Estamos construindo super-homens e supermulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Por isso dizem agora que mais que que o QI é o IE, a Inteligência Emocional. Não adianta ser um superexecutivo se não consegue se relacionar com as pessoas. Ora, como seria importante os currículos escolares incluírem aula de meditação!
Disseram-me que em Ribeirão Preto tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica: hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação a malhação de espírito. Acho otimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como é que tava o defunto?" "Olha, uma maravilha, não tinha uma gordurinha!" Mas como é que fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Outrora falávamos em realidade: Lembram-se? Analise da realidade, inserir-se na realidade, conhecer a realidade. Hoje, a palavra é "virtualidade". Tudo é virtual. Pode-se fazer sexo virtual pela Internet: não pega Aids, não tem envolvimento emocional, controla-se no botão, no mouse. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga intima em Tóquio, uma amiga virtual, ou um amigo virtual, sem nenhuma preocupação de conhecer seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual, estamos entrando na virtualidade de todos os valores, não há compromisso real! É muito grave esse processo de abstração da linguagem, de sentimentos: somos místicos virtuais, somos religiosos virtuais, somos cidadãos virtuais. Enquanto isso, a realidade vai por outro lado, pois somos éticamente virtuais...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Vinhos - Etiqueta (ou seria modo correto?)
Muito vejo o pessoal reclamando de etiqueta, dizendo que é tudo besteira e não serve para nada, creio que para algumas coisas sim, mas para o vinho não. Antes de tudo é importante lembrar que as regras de etiqueta não surgiram para fazer tipo ou parecer "chic". Tudo tem uma razão.
Nós aprendemos que quando se tosse, coloca-se a mão na frente? E por que? Por que assim se evita transmitir qualquer vírus ou bactéria de eventuais gripes, ou outras doenças. Da mesma forma, a etiqueta existe por algum motivo.
* Por exemplo, uma taça de vinho nunca deve ser segura pelo bojo e sim pela haste! Pelo seguinte motivo: Primeiro que segura pela haste a temperatura de sua mão não interferirá na temperatura do vinho, alem disso as mãos contem gordura (normal) e segurando pelo bojo acaba-se deixando opaco o cristal. E pra completar fica muito mais facil girar a taça para aerar o vinho e assim liberar seus aromas. Por tanto nao é "chic" segurar a taça pela haste, mas o correto.
* Porque "girar" a taça antes de consumir? Quando se gira em círculos a taça de vinhos, o álcool da bebida é liberado e com ele seus aromas. Assim, fica mais fácil a avaliação dos diversos e interessantes aromas que um vinho pode nos proporcionar.
* Tintos para carnes e brancos para peixes? Como regra geral sim, mas vale lembrar que carnes brancas, mais leves, se harmonizam mais com vinhos brancos, por serem mais leves também; carnes vermelhas e assados, mais fortes, com vinhos tintos, mais encorpados. Mas lembre-se: o molho tem de ser levado em conta, além disso existem brancos mais encorpados que tintos.
* Quanto mais velho o vinho, melhor? Nem sempre, todo vinho tem um "ciclo" de vida, amadurecimento, apogeu e decadencia, isso depende geralmente do tipo de uva. Vinhos do Porto por exemplo chegam a cem anos, mas atualmente ja podemos saborear bons vinhos tintos com 2 anos de idade.
* E os brancos? Neste caso, via de regra, quanto mais novo melhor o vinho branco. Isto por que os vinhos brancos oxidam mais rapidamente que o tinto, deteriorando a bebida. É fácil se perceber isso pela sua coloração, pois o vinho branco oxidado fica com cor amarelada. Os vinhos verdes por exemplo, de Portugal devem ser bebidos em seu primeiro ano para melhor se aproveitar o frescor que oferece. No caso de alguns grandes Chardonnay de Chablis, alguns Californianos e principalmente os Sauternes deve-se aguardar uns cinco anos ou mais para atingirem seu esplendor e podem apresentar uma coloração mais amarelada sem que isto seja sinal de defeito.
* Serve-se Brancos resfriados e tintos à temperatura ambiente? A regra da “temperatura ambiente” refere-se às temperaturas européias. Se a temperatura ambiente for em torno de 18°C, é adequada ao tinto. Mas, se for de 30°C, não hesite em resfriá-lo.
Anote as temperaturas corretas:Champagne e Sauternes 6 a 7º Brancos 8 a 10º Rosés 10º Beaujolais, Côtes du Rhône e Novelos 14º Tintos 18º
* Em que ordem se serve os vinhos? Primeiro os mais leves, depois os mais encorpados. Primeiro brancos depois tintos. Espumantes antes, durante e depois. Porto pode ser antes e principalmente depois. Como aperitivo um Jerez, um Espumante ou um Branco leve. O ideal é sempre um Espumante, além de elegante aguça as papilas gustativas para o que vier a seguir.
* Espumante é Champagne? Não. Champagne é um vinho espumante, mas nem todo vinho espumante é Champagne. Apenas os espumantes produzidos na região de Champagne na França é que devem ser chamados de Champagne. E lembre-se; Champagne é sempre no masculino por tratar-se de um vinho. Nunca se pede “uma” Champagne. Champagne no feminino refere-se à região de Champagne.
* Vinho melhor é vinho mais caro? Não. Este conceito além de esnobe mostra desatualização. Se observarmos os produtores do chamado “novo mundo”, o Chile, a Argentina, a Austrália, Estados Unidos, etc., encontraremos vinhos de altíssima qualidade a bons preços. Os vinhos renomados e com produção pequena, porém, costumam custar caro.
* O copo muda o gosto do vinho? Sem dúvida alguma. Faça você mesmo uma experiência: beba o mesmo vinho numa taça apropriada e num copo comum, de água. A diferença é gritante. Um copo muito aberto volatiliza os aromas, enquanto a taça, com bordas convergentes, concentra os aromas em nosso nariz (o olfato é um dos principais componentes do paladar). Outro motivo é que, dependendo do formato, o copo joga o vinho em um ou outro ponto da língua, o que destaca diferentes sensações (amargo, doce etc.)
* Existem copos certos? Sem dúvida. Existem copos adequados para cada tipo de vinho, mas via de regra devem ser do tipo “tulipa”, aqueles de fundo arredondados e com a boca mais fechada, para melhor concentrar os aromas. Eles devem sempre ser de cristal transparente e liso, para que se possa avaliar corretamente a bebida.
* O que nunca se deve fazer ao servir um vinho? Nunca encoste a garrafa na borda da taça, nunca encha a taça além da metade, nunca deixe pingar na toalha.
Ao beber, nunca fazê-lo sem antes limpar os lábios com o guardanapo, nunca tomá-lo com a boca cheia, nunca segurá-lo pelo bojo.
Poderia colocar mais algumas "regras" e dicas aqui, mas o post ja esta enorme, então fica pra uma proxima!
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Deus ou Big-Bang?
Faço essa postagem em homenagem a alguns amigos e amigas que em toda santa noite de bebida, poker e violão acabam levantando a questão existencial!
Primeiramente vamos colocar as duas teorias mais "aceitas" ou digamos "populares".
Teoria do Big-Bang (Fisica):
Sendo simplista e sem entrar em detalhes técnicos "No princípio do universo, todo o material cósmico se encontrava reunido num núcleo gigante que explodiu para dar origem às estrelas: o Big Bang "
Existem uma série de problemas com a teoria do big-bang, mas falarei inicialmente sobre dois de natureza física, e dois de caráter filosófico.
Se você trabalhar com as equações que governam o big-bang, verá que elas predizem que tal universo seria muito pequeno, ainda que possamos ver que nosso universo é bastante grande. Uma forma de estimar o tamanho de um universo é analizarmos quantas partículas elementares existem nele - quantos prótons, elétrons, neutrons, etc. estão presentes.
Quando observamos o nosso, a matéria que vemos é composta de talvez 1088 partículas elementares, mas um modelo teórico típico para o big-bang vislumbra um universo com somente 10 partículas elementares nele! Este é talvez o mais sério problema com o modelo do big-bang. Faz uma falsa previsão sobre o tamanho do universo. Durante anos, este falha matemática não foi levada a sério por muitos cientistas.
Mas mesmo que um universo originado pelo big-bang fosse do tamanho correto, a teoria não explica por que diferentes regiões do universo assemelham-se às outras. Em um modelo de big-bang, facilmente poderia acontecer de a maioria da matéria galática estar distribuída em, digamos, uma metade do céu, porém podemos observar que em nosso universo a distribuição de galáxias distantes é uniforme em qualquer direção.
Vem então as questões filosóficas: O que veio antes do big-bang? Como tudo apareceu do nada? Um outro problema filosófico com o big-bang é, por que aconteceu de nosso universo ser do jeito que é? Por que, p.ex., temos três dimensões de espaço e uma de tempo? A teoria do big-bang não oferece respostas satisfatórias.
Talvez o universo não tenha tido um começo. Existem problemas filosóficos com esta idéia. Quando o universo foi criado, onde foram escritas as leis físicas? Onde foram escritas as leis físicas se não existiam espaço ou tempo para escrevê-las? Talvez o universo tenha sido criado sem obedecer a leis, mas neste caso meu entendimento não existe. Talvez as leis e o universo tenham adquirido existência simultaneamente. A mecânica quântica pode afirmar que nosso universo, conjuntamente às suas leis físicas, tenha aparecido como uma flutuação quântica, mas nesse caso, como foram escritas as leis da mecânica quântica antes da criação?
Teoria Criacionista (Deus):
Indo direto ao ponto sem entrar nas diversas ramificações (neocriacionista ou clássico) o criacionismo é o termo que resume a noção genérica de uma entidade ou entidades inteligentes por trás de eventos como a origem do universo, da vida na Terra ou das próprias espécies.
Dentro do termo "criacionismo" um vasto espectro de hipóteses podem ser enquadradas, visando sustentar interpretação em diversos graus de literalidade de livros sagrados como Gênesis ou o Corão.
Agora deixando todo esse "blablabla" cientifico e religioso e entrando na analise do problema, observando a teoria clássica do big-bang encontramos falhas que contrariam a própria física utilizada para elaborar a mesma, portanto não se tem como prova que seja verdade absoluta, sendo apenas uma teoria.
Entrando no mérito religioso, sobre como seria Deus, se ele fala, tem duas ou quatro pernas, se é energia ou matéria, vai da criatividade e crença de cada um e deixo isso para as religiões. O foco aqui é uma "entidade" superior. A idéia algo acima de nós é amplamente conhecida e existem "N" argumentos a favor e contra, mas nenhum provado por lógica, matemática, física ou qualquer outra ciência humana, portanto nos leva a um problema semelhante ao da teoria do big-bang, apenas outra teoria.
O fato é que nenhuma das duas teorias pode ser provada tanto a criacionista como a cientifica, portanto é inútil aquele tipo de discussão onde um ateu ataca um religioso ou vice-versa, não existe o mínimo sentido, tanto um como o outro não tem argumentos suficientemente comprovados.


